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segunda-feira, maio 28

Aula extraordinária...

A pedido do professor que dirige a cozinha onde todos são aprendizes, na próxima segunda-feira, dia 4 de Junho, a Bruxa vai mostrar o filme Tempos Modernos, de Charlie Chaplin. Por razões de horário, espera-se que as duas turmas estejam presentes ao mesmo tempo. Teremos de nos arrumar com jeitinho na sala de TIC.

sexta-feira, maio 25

Finalmente...

Muito bem, é oficial: hoje, dia 25 de Maio, teremos o primeiro ensaio d’A Cozinha. É verdade que é um ensaio de leitura, não há palco à vista. Mas é o princípio da caminhada que levará todos os aprendizes para cima do dito, numa refeição que se espera memorável.
A Bruxa estará convosco, claro, e assim continuará. Mas, já que vamos começar, aqui ficam duas imagens – gentilmente cedidas pelo Museu Nacional do Teatro – da cozinha que, no nosso país, precedeu a vossa. Como sabem, foi encenada pela Luzia Maria Martins, no Teatro Estúdio de Lisboa, e estreou no dia 2 de Fevereiro de 1971, após muitas lutas com a censura, problema que hoje vocês (nós) não têm. Aqui ficam...

É um brinde para todos... uma prendinha da Bruxa...

terça-feira, abril 10

Agora a sério...


Não é que não seja tudo muito a sério neste espaço gastronómico, mas agora aqui vão umas indicaçõezinhas para almas mais perdidas.

Já recebi de quase todos o trabalho que vos tinha pedido. Melhor ou pior, muita coisa chegou até à bruxal caixa do correio. Algumas já devolvi (com os competentes comentários!), o resto irá dentro de muito pouco tempo.

Mas para não ficarem parados, aqui vai a espinha dorsal do que a Bruxa espera que façam na vossa Prova de Aprendizes de Palco:


1. Arnold Wesker – vida e obra
2. Contexto histórico da obra de Wesker
3. Contexto teatral da obra de Wesker: as rupturas do teatro dos anos 50 em Inglaterra
3.1. Angry Young Men e o kitchen-sink drama
3.2. Teatro político: o conceito de arte para Wesker
4. Da vida para o palco: as cozinhas na vida de Wesker e A Cozinha
5. Análise da peça e personagens
6. Diário


Ou seja, podem ir avançando nestes vários pontos, sem esperarem que eu vos devolva o trabalho todo. A Bruxa ainda não publicou tudo - nomeadamente falta todo o ponto 4. - mas já há muita coisa e o tratado tem de estar pronto no início do mês de Maio, dentro de três semanas.

Já caíram todos para o lado? Não caiam, perdem tempo. Atirem-se à Despensa e toca a trabalhar!

quinta-feira, março 15

Modernidade vs Pós-Modernidade

Este texto foi a base da aula desta semana.
Modernidade e Pós-Modernidade foram os pontos de partida para se chegar (em apenas duas horas) a uma muito concisa história do século XX.
O objectivo foi praticar a leitura e compreensão de textos teóricos e, mais uma vez, martelar no óbvio: quando não se sabe uma coisa, procura-se o significado. É para isso que existem bibliotecas. É verdade que também existe a Internet, que é obviamente útil, mas - cuidado - as coisas em brasileiro tendem a ser más e em português inexistentes.
Aproveitou-se o final da aula para esclarecer dúvidas sobre o próximo trabalho. Das seis artes (Poesia, Música, Dança, Escultura, Arquitectura e Pintura) têm de escolher UMA (na aula disse duas, mas tive pena de vocês...) e encontrar dentro dela duas obras que simbolizem a Modernidade e a Pós-Modernidade, respectivamente. Por exemplo, se eu fosse meu aluno (uma frase tipicamente pós-moderna) escolhia a Poesia e levava The Waste Land de T.S Eliot como exemplo de Modernidade, e Howl de Allen Ginsberg para ilustrar a Pós-Modernidade. Depois era só justificar...
Ah, é verdade, estes dois exemplos estão, obviamente, excluídos do vosso rol de hipóteses, no entanto, depois de os lerem, de certeza que ficarão totalmente elucidados sobre as principais diferenças entre esses dois mundos que são a Modernidade e a Pós-Modernidade (riso maléfico e doentio).

quinta-feira, março 8

Dramaturgia d' A Cozinha (1)

INTRODUÇÃO
E NOTAS PARA O PRODUTOR

As longas explicações que sou forçado a fazer podem ser irritantes. Lamento, mas são necessárias.
Esta peça é acerca de uma grande cozinha num restaurante chamado Tivoli. Todas as cozinhas, especialmente durante o serviço, enlouquecem. Há a pressa, há as pequenas disputas, resmunguices, falsos orgulhos e pretensiosismo. O pessoal da cozinha, instintivamente, odeia o pessoal da sala de jantar, e todos eles odeiam o cliente. O cliente é o inimigo pessoal. Para Shakespeare o mundo podia ser um palco mas para mim é uma cozinha, onde as pessoas vão e vêm e não podem ficar o tempo suficiente para se compreenderem umas às outras, e onde as amizades, amores e ódios se esquecem com a mesma rapidez com que se fazem.
Arnold Wesker, A Cozinha


Todo o mundo é um palco,
E todos os homens e mulheres meros actores
Que nele têm as suas entradas e saídas.
William Shakespeare, As You Like It (II, vii, 139-141)

Foram estes dois excertos que serviram de ponto de partida para o início da análise dramatúrgica d’ A Cozinha.
- Se a Cozinha é um Mundo, o Restaurante é um Universo
disse eu.
Nesse Universo há quem está dentro da Cozinha (cozinheiros, etc), quem vagueia entre a Cozinha e a Sala de Jantar (Empregadas de Mesa, etc), quem nunca está na Cozinha (clientes) e quem está em todo o lado (o dono do restaurante – Marango – “Ele é um homem, ele é um restaurante”).
Para além disso, falou-se de ódios, de razões para ódios, de ódios instintivos, de mundos que são palcos, de cozinhas que são mundos e, finalmente, ainda se elaboraram textos subordinados ao tema: para Shakespeare o mundo podia ser um palco mas para mim (Arnold Wesker) é uma cozinha. Em suma, creio que foi uma primeira aula interessante q.b. (para utilizar um termo culinário).
Para a semana há mais.

quinta-feira, janeiro 25

Na Próxima Aula...

Alta Vigilância, As Criadas e algumas considerações sobre o Teatro da Crueldade.

sábado, janeiro 20

Notas de Dramaturgia

Lamento informar mas a minha vida é muito atarefada e não dei as notas de Dramaturgia... Terão de esperar mais uma semana...

quarta-feira, janeiro 17

Sinopses

Quem ainda não o fez, envie-me imediatamente as sinopses das personagens trágicas. As apresentações são amanhã e depois, não se esqueçam!